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24 de Setembro de 2021

Fichamento da obra "Como se faz uma tese", de Umberto Eco, sob o foco da metodologia e lógica jurídica

Victoria Moro, Estudante de Direito
Publicado por Victoria Moro
há 3 anos

INTRODUÇÃO

· Antigamente, o acesso à universidades era limitado.

· Menção ao acompanhamento de por perto dos trabalhos instituídos nas turmas de faculdades americanas.

· Umberto Eco explicita a necessidade de escrever tal obra por o modelo italiano de ensino não ser semelhante ao americano.

· Afirma que os conselhos de seu livro servem aos estudantes que encontram dificuldades no sistema de ensino.

· A obra propõe aos alunos:

1. Fazer uma tese digna, mesmo em situações difíceis;

2. Utilizar-se da tese para recuperar “o sentido positivo e progressivo do estudo”, não entendido como a elaboração crítica de uma experiência;

· O livro trata de considerações sobre formas de apresentar a um júri um objeto físico.

· A obra dir-vos-á:

1. O que é entendido por tese;

2. Como escolher um tema e organizar o tempo disponível;

3. Como conduzir uma investigação bibliográfica;

4. Como organizar o material escolhido;

5. Como dispor a redação de trabalho.

· Afirma que o estudo feito no livro é voltado às áreas de humanas; prudência é requisitada quando tal estudo for feito por outros profissionais.

1. QUE É UMA TESE E PARA QUE SERVE

1.1 Por que se deve fazer uma tese e o que ela é

· Uma tese “consiste num trabalho datilografado, com extensão média variando entre cem e quatrocentas laudas, no qual o estudante aborda um problema relacionado com o ramo de estudos em que pretende formar-se.

· A tese é apresentada perante um júri que escuta a informação do orientador e dos arguentes, responsáveis por levantar objeções ao candidato; uma nota é atribuída à tese.

· A tese é utilizada na superlicenciatura do doutoramento.

· A tese pode ser:

1. Uma tese de pesquisa, mais fatigante e aprofundada;

2. Uma tese de compilação, mais superficial e informativa.

1.2 A quem interessa este livro

· O livro é direcionado aos realmente interessados, que buscam encontrar em sua tese satisfação intelectual; devem estar dispostos a dedicar certas horas do dia ao estudo da temática central.

· O livro é direcionado àqueles que visam a utilização de seu trabalho após formar-se.

1.3 Como uma tese pode servir também após a formatura

· Existem duas maneiras de fazer uma tese que seja útil após a formatura:

1. Fazer da tese o início de uma pesquisa mais aprofundada; depende do interesse e oportunidades apresentadas ao candidato;

2. Realizar uma tese por meio dos passos abaixo, adquirindo experiência pessoal e ampliação do repertório.

· A elaboração da tese segue os seguintes passos:

1. Identificação de um tema preciso;

2. Recolhimento de documentação;

3. Ordenação dos documentos coletados;

4. Revisão dos conceitos adotados;

5. Dar forma orgânica às reflexões;

6. Empenhar-se para que o leitor compreenda a tese.

· Conclusões úteis podem ser extraídas de temas remotos ou periféricos.

1.4 Quatro regras óbvias

· Nas situações em que se presume a existência de um candidato interessado, deve-se proceder com cuidado na escolha do tema:

1. O tema deve responder aos interesses pessoais;

2. O tema deve conter fontes acessíveis de consultas;

3. O tema deve possuir fontes manejáveis de consulta;

4. O tema deve ter o quadro metodológico de pesquisas compatível com a experiência do candidato.

2. A ESCOLHA DO TEMA

2.1. Tese monográfica ou tese panorâmica?

· O estudante, em primeiro momento, conduz-se a fazer uma tese que abrange diversos temas.

· Teses panorâmicas são mais vantajosas, já que envolvem certa relatividade e não são vagas.

· A precisão na escolha de um tema para a tese resulta em mais especificidade, facilita o entendimento e restringe o campo de pesquisa.

· O esforço utilizado para pesquisa em determinada área é recompensado pela compreensão total da tese por parte da banca e maior exatidão em seu conteúdo.

· Exemplificando seu ponto de vista por intermédio de um vulcão, o autor revela a necessidade de restringir a tese no título, mas abordar o tema em sua totalidade de forma satisfatória e compreensível.

· Exemplo do símbolo: restringir significado a um determinado número de concepções.

· O conceito de monografia é definido como a abordagem de apenas um tema.

· Pode-se abordar diversos assuntos em uma monografia, mas deve-se fazê-lo sob um mesmo tema, apesar das dificuldades. Tal definição consiste em uma tese monográfica-panorâmica.

· A criação de uma tese monográfica requer o direcionamento por parte do cenário panorâmico.

· Em suma, “quanto mais se restringe o campo, melhor e com mais segurança se trabalha”.

2.2. Tese histórica ou tese teórica?

· O método apresentado a seguir é apenas válido para determinadas matérias.

· Tais matérias podem possuir uma tese histórica ou tese teórica.

· Teses teóricas são aquelas que disponibilizam-se a tratar de um problema abstrato, que pode ter sido ou não abordado anteriormente.

· Teses teóricas são, afora raras exceções, conclusões de trabalhos e meditações anteriores.

· Para aqueles que possuem experiência científica limitada, são dois os problemas mais comuns vistos nas soluções adotadas por tais indivíduos:

1. A confecção de uma tese panorâmica, abordando concepções de outras partes;

2. A realização da abordagem de temas conflituosos e complexos; as teses finalizadas ficam destituídas de detalhes e com conteúdo duvidoso.

· A tese teórica é transformada em historiográfica quando elaboram-se noções por meio de reflexões anteriores e quando releva-se o problema do ser, noção de liberdade, etc.

2.3. Temas antigos ou temas contemporâneos?

· Refuta-se a noção de que o entendimento de obras contemporâneas é mais fácil, já que a compreensão dessas obras resultam:

1. Na facção de uma tese remendada, caracterizada pela repetição de opiniões já expressas;

2. Na facção de algo novo; exprimir concepções sobre uma obra contemporânea é, entretanto, submeter-se a meios interpretativos vagos e contraditórios, alterando a capacidade crítica dos envolvidos pela falta de perspectiva.

· Apesar da leitura de autores antigos possuir um caráter exaustivo, os títulos são menos dispersos e há disponibilidade de interpretações bibliográficas sobre a obra.

· Quando o objetivo da tese é a elaboração de pesquisas, a leitura de obras eruditas apresenta-se como um obstáculo ao indivíduo.

· A tese contemporânea submete-se a possibilidade de confrontos com a literatura do passado.

· Há o aconselhamento de trabalhar “sobre um contemporâneo como se fosse um antigo, e vice-versa”.

2.4. Quanto tempo é requerido para se fazer uma tese?

· A tese deve ser redigida em pelo menos seis meses e não mais de três anos.

· Caso o prazo delimitado não seja suficiente para a formulação de uma tese, três são as possibilidades do que ocorrera para isso:

1. A escolha da tese fora errada;

2. Não há contentamento por parte do escritor, que busca dizer tudo sobre o assunto; um estudioso hábil, por sua vez, possui a capacidade de ater-se a limites modestos para produção de algo definitivo;

3. Torna-se refém da “neurose da tese”, em que uma sucessão de eventos é responsável pela não conclusão do trabalho e antecedente alteração no estado psicológico do autor.

· O prazo mínimo de seis meses para execução de uma tese deve-se a necessidade de encontrar um plano de trabalho e de realizar a pesquisa bibliográfica, a coleta de documentos e a execução do texto.

· O tempo requerido para fazer uma tese abrange o período entre o surgimento da ideia e apresentação final dessa.

· A escolha da tese deve ser feita em torno do final do segundo ao de estudos, já que o estudante estará mais bem preparado.

· A mudança do orientador ou da disciplina que dizem respeito tese não implica na inutilidade do trabalho realizado anteriormente, já que o estudante aprende na prática métodos de organização e técnicas inovadoras sobre o tema.

· A discussão da tese deve ser feita passo a passo com o orientador, já que esse se apresenta como a única amostra de público disponível durante a formulação do trabalho.

· Uma tese ruim reflete no descrédito do estudante e do orientador.

· A tese completa em seis meses é adotada como boa quando segue os requisitos a seguir:

1. O tema deve ser circunscrito;

2. O tema deve ser contemporâneo ou marginal;

3. Todos os documentos devem ser disponibilizados em um local de fácil consulta.

2.5. É necessário saber línguas estrangeiras?

· A leitura de obras escritas em outras línguas é necessária em certas teses, já que ilustres autores redigiram seus textos em outros idiomas.

· A análise da obra original é indispensável para a formulação da tese.

· A escolha de uma tese sem prévio exame dos riscos tal escolha implica compreende os subsequente casos:

1) Não pode-se realizar uma tese sobre um autor estrangeiro sem a leitura da obra original;

2) Não pode-se realizar uma tese sobre um assunto se as principais obras que o englobam são escritas em uma língua sem relevância;

3) Não pode-se realizar uma tese sobre um autor ou sobre um tema lendo apenas as obras escritas em línguas já conhecidas.

· Antes da formulação da tese, é indispensável observar a bibliografia existente e observar a existência de dificuldades linguísticas.

· A facção de uma tese apresenta uma oportunidade inegável de aprendizado linguístico.

· Os redatores que não possuírem conhecimento de outras línguas e não possuem tempo para compreendê-las devem realizar sua tese de forma mais generalizada; é uma solução apressada, porém apresenta uma alternativa digna na resolução.

2.6 . Tese “científica” ou tese política?

· Surge, após contestação por parte de estudantes em 1968, a noção de que deve-se formular teses conectadas a interesses políticos e sociais.

2.6.1. Que é a cientificidade?

· Um estudo é científico quando:

1. Trata de um objeto reconhecível e definido de forma que seja igualmente reconhecido pelos outros; entende-se o conceito de objeto como a definição de estados que podem ser tratados.

2. Definem-se as condições que dizem respeito ao objeto.

3. Reúne-se provas concretas sobre as afirmações feitas acerca do objeto.

· Usufruindo de um exemplo paradoxal, Umberto Eco pretende demonstrar por meio desse a capacidade de constituição de um objeto de pesquisa reconhecível publicamente.

4. O tema aborda o objeto de forma inédita ou distinta das concepções anteriores.

5. O estudo é cientificamente útil.

· A importância científica da tese é mensurada pela indispensabilidade da tese.

6. O estudo deve apresentar elementos suficientes para a verificação e contestação das hipóteses apresentadas, confirmando a procedência das informações e visando compreender o método apresentado na tese.

· Não há oposição entre tese científica e política, já que a tese científica possui valor político positivo ao contribuir com a desenvoltura do conhecimento geral.

2.6.2. Temas histórico-teóricos ou experiências “quentes”?

· Desenvolver o tema em torno de autores eruditos ou acerca de uma tese que imponha intervenção na contemporaneidade é um dos questionamentos principais que englobam a formulação inicial de uma tese.

· Estudantes com interesses políticos e sociais devem compreender o tema de forma científica, realizando a formulação de uma tese histórica relacionável a sua ideologia e ampliando a possibilidade de adquirir conhecimentos pautados em experiências pessoais.

· A utilização de registros de folhetos, atas de discussões, listas de atividades e estatísticas de outros trabalhos tomadas por empréstimo para formulação de uma tese política é entendida como fruto de irresponsabilidade.

· A pesquisa de questões sociais é necessária para manter a integridade na comunidade política.

· O aparecimento de questões superficiais nas teses políticas são mais frequentes do que em teses históricas, já que é necessário criar um método de pesquisa.

· Visando evitar a transformação da tese política em uma sequência de panfletos teóricos, é necessário analisar estudos prévios sobre o tema, acompanhar por certo período de tempo as atividades grupais e desenvolver um trabalho de pesquisa sério e longínquo.

2.6.3. Como transformar um assunto de atualidade em tema científico?

· Utilizando-se do fenômeno das ações de rádio independentes para fazer sua analogia, o autor discorre sobre a transformação de um assunto atual em cientificismo.

· As rádios podem possuir natureza política ou comercial e problemas legais, apesar da ambiguidade presente na legislação.

· Explicita a necessidade de delimitar o âmbito geográfico e cronológico do estudo.

· É indispensável estabelecer critérios para escolher amostras e trabalhar de forma que esta represente a realidade da área.

· Deve-se tornar o objeto de estudo identificável, explicitando os critérios utilizados para a formulação da tese.

· A obtenção de fonte, conforme o exemplo das rádios independentes, pode ser feita de três formas:

1. Por meio de dados oficiais, fontes mais confiáveis e de difícil acesso;

2. Por meio de declarações dos interessados, consistindo na obtenção de respostas e dados objetivos por meio da utilização de critérios homogêneos durante a entrevista dos responsáveis pelas emissoras; as informações fornecidas não são necessariamente verídicas;

3. Por meio dos boletins de escuta, que acompanham a programação e explicitam o conteúdo transmitido.

· O resultado de tal trabalho é a capacidade do escritor de uma tese estabelecer índices de audiência, registras as polêmicas que envolvem a imprensa, recolher e comentar leis pertinentes ao tema, documentar a posição de partidos, estabelecer tabelas comparativas dos custos publicitários, fixar um evento-amostra, analisar o estilo de emissoras, analisar a transmissão, recolher opiniões sobre as rádios e coletar a bibliografia.

· Pode-se, dessa forma, conduzir uma tese definida como jornalística de forma científica e vice-versa.

2.7. Como evitar ser explorado pelo orientador.

· A sugestão de temas por professores pode seguir dois critérios distintos:

1. Fazer a indicação de um assunto que conheçam bem.

2. Recomendar um tema que os interesse, apesar de possuir um repertório menor sobre o assunto.

· O segundo critério é apresentado como mais generoso por aumentar os horizontes do orientador e por demonstrar confiança no candidato.

· Certas inconveniências possíveis podem dar-se:

1. Ao entusiasmo do orientador com seu próprio tema e abuso do candidato que, por sua vez, não possui interesse algum no que faz.

2. A inconveniência e desonestidade do professor, responsável pelo aproveitamento da tese escrita por seu orientado.

· O estudante deve buscar saber sobre seu orientador antes de listar-se visando evitar as inconveniências descritas acima.

· O conceito de plágio é retomado por Eco, que ressalta a existência de semelhanças em diversos trabalhos; o autor de uma tese deve ter tal ideal em mente.

3. A PESQUISA DO MAL

3.1.1 Quais são as fontes de um trabalho científico?

· A análise de uma tese depende da análise do objeto de estudo e de seus respectivos instrumentos.

· As fontes primárias são, como o citado pelo autor, os escritos de Adam Smith; as secundárias são os escritos sobre o economista liberal e suas respectivas obras.

· A decisão do objeto da tese deve ser feita rapidamente, evitando imprevistos com a acessibilidade de fontes.

· Exceto raras exceções, o escritor de uma tese deve partir sempre de fontes adequadas ao trabalho, devendo analisar:

1. O local onde podem ser encontradas;

2. Sua acessibilidade;

3. Sua condição de compulsá-las.

· Deve-se ler o suficiente sobre o objeto da tese, sendo errado redigi-la apenas com o conteúdo fornecido pelas fontes acessíveis.

· Existe uma necessidade de enquadramento dos temas em sua conjuntura histórica, geográfica, espacial, política, temporal, etc., como o demonstrado pelo autor ao citar determinadas teses.

· O exame do tema com amplitude e precisão possibilitam a formulação de uma tese de contribuição legítima.

3.1.2. Fontes e primeira e segunda mão

· Uma fonte de primeira mão é uma edição original ou uma edição crítica da obra em apreço.

· Não são fontes:

1. Tradução, já que é um meio de atingir de forma limitada algo fora de seu alcance;

2. Antologia, já que é um apanhado de fontes que abrangem o tema de forma superficial e generalizada;

3. Resenhas redigidas por outros autores.

· Uma fonte é de segunda mão por diversos motivos.

· O conceito do que é fonte de primeira e segunda mão está sujeito a mudanças no ângulo da tese.

· Um trabalho científico, com raras exceções, jamais deve citar uma citação feita por outrem.

· Citações bibliográficas devem ser observadas; a pressa para terminar uma tese colabora para o descrédito do que fora redigido.

· As fontes de segunda mão podem apresentar caráter divergente e de questionável confiança.

3.2 A pesquisa bibliográfica

3.2.1. Como usar a biblioteca

· Organizar uma bibliografia é “buscar aquilo cuja existência ainda se ignora”.

· O bom pesquisador é o indivíduo que adentra a biblioteca sem saber qual tema abordará em sua tese e sair do locar com certa noção sobre o que será abordado.

· Catálogo por assuntos são utilizados para procurar tudo aquilo que possui sua existência relevada; é necessário saber como consulta-los.

· O catálogo alfabético é utilizado para os que já sabem o que buscam.

· Devido a organização distinta nas bibliotecas, é preciso estudar o local de busca para obter sucesso na procura de dados.

· Catálogos bibliográficos apresentam certa taxa de segurança para quem possui uma ideia nítida do tema de sua tese, já que abrange todo o assunto que será tratado posteriormente.

· A bibliografia pode ser indicada por seu orientador ou pelo próprio bibliotecário.

· O bibliotecário, na maioria das vezes, orienta os consumidores com segurança.

· Consultas bibliotecárias, catálogos computadorizados e empréstimos de outras bibliotecas podem ser feitos para consultas.

3.2.2. Como abordar a bibliografia: o fichário

· A elaboração de uma bibliografia básica em primeira instância é aconselhável, já que o manuseio de diversos livros implicam em dificuldades para leitura e na própria obtenção.

· Deve-se estabelecer uma hierarquia inicial entre as bibliografias.

· Trabalhar com o sistema de arquivos de fichas é mais cômodo e facilita a organização sobre quesitos que abrangem a formulação da tese, tais como o local de aluguel, a referência de cada livro, dentre diversas questões.

· Há uma distinção entre arquivo bibliográfico, que registra todos os livros que serão procurados, e o arquivo de leitura, que diz respeito à obras que foram lidas e compreendidas.

· As normas de citação bibliográfica acima são válidas para:

1. A ficha bibliográfica;

2. A ficha de leitura;

3. A citação dos livros em notas de rodapé;

4. A redação da bibliografia final.

3.2.3. A citação bibliográfica

· Em suma, as regras para a citação bibliográfica são:

LIVROS

1. *Nome e sobrenome do autor (ou autores, ou organizador, com eventuais indicações sobre pseudônimos ou falsas atribuições).

2. *Título e subtítulo da obra;

3. (“Coleção”);

4. Número da edição (se houver várias),

5. *Local da edição: não existindo no livro, escrever s.l. (sem local);

6. *Editor: não existindo no livro, omiti-lo;

7. *Data da edição: não existindo no livro, escrever s.d. (sem data);

8. Dados eventuais sobre a edição mais recente;

9. Número de páginas e eventual número de volumes de que a obra se compõe;

10. (Tradução: se o título era em língua estrangeira e existe uma tradução na nossa, especifica-se o nome do tradutor, o título traduzido, local de edição, editor, data da edição e número de páginas, eventualmente).

ARTIGOS DE REVISTA

1. *Nome e sobrenome do autor;

2. *”Título do artigo ou capitulo”;

3. *Título da revista;

4. *Volume e número do fascículo (eventuais indicações de Nova Série),

5. Mês e ano;

6. Páginas onde aparece o artigo.

CAPÍTULOS DE LIVROS, ATAS DE CONGRESSOS, ENSAIOS EM OBRAS COLETIVAS

1. *Nome e sobrenome do autor;

2. *“Título do capitulo ou do ensaio”;

3. *In:

4. * Eventual nome do autor da obra coletiva ou VVAA;

5. *Título da obra coletiva;

6. (Eventual nome do organizador se primeiro foi colocado VVAA);

7. *Eventual número do volume da obra onde se encontra o ensaio citado;

8. *Local, Editor, data, número de páginas, como no caso de livros de um só autor.

Legenda: * - jamais deve ser omitido; as demais são facultativas

3.2.4. A biblioteca de Alessandria: uma experiência

· Diversas dificuldades apresentam-se para os inexperientes redatores de uma tese, tais como:

1. Não tem à sua disposição, na maioria das vezes, uma biblioteca bem dotada;

2. Possui ideias vagas a respeito do que busca e não possui consciência de por onde iniciar sua pesquisa por falta de instruções;

3. Não pode locomover-se de uma biblioteca a outra.

· A história hipotética de um estudante que vai em busca de sua tese dita grande parte do subcapítulo.

· O aluno busca seu orientador e esse propõe a formulação de uma tese em torno dos tratadistas do barroco italiano.

· Para concretizar sua tese e romper as barreiras que encontrara em primeiro momento, o estudante monta seu repertório bibliográfico na biblioteca de Alessandria, selecionando obras, hierarquizando-as e selecionando a gama de interesses.

· O redator da tese obtém diversos livros e necessita ler obras sobre o seiscentismo, visando concretizar sua obra de forma satisfatória.

· Demonstra, por meio deste evento, a possibilidade de adentrar em uma biblioteca sem saber quase nada sobre um tema e adquirir conhecimento sobre esse em três tardes.

3.2.5. E se for preciso ler livros? Em que ordem?

· As teses teóricas não se aplicam ao método sugerido durante o conteúdo da obra “Como se faz uma tese”.

· Os livros são divididos em duas áreas:

1. Os livros de que se fala;

2. Os livros com a ajuda dos quais se fala.

· Para a execução da tese, deve-se abordar dois ou três textos de teor crítico e geral para a formação de uma ideia sobre o terreno em que se insere; passar ao autor original da obra. Examina-se o resto da literatura crítica e, por fim, retomam-se as ideias principais, comparando-as ao conhecimento adquirido.

· As pessoas podem ser monocrônicas ou policrônicas, sendo as primeiras boas trabalhadoras quando começam e terminam algo por vez e as segundas, quando conduzem diversas atividades concomitantemente.

4. O PLANO DE TRABALHO E O FICHAMENTO

4.1. O índice como hipótese de trabalho

· Para iniciar uma tese, deve-se formular o título, a introdução e o índice final.

· Ao redigir o índice em um primeiro momento, sua adoção como hipótese de trabalho é mais concreta. Assim, é possível utilizá-lo como âmbito da tese, mesmo que tal ação necessite uma reestruturação póstuma.

· Deve-se propor um plano de trabalho, que possuirá a forma de um índice provisório ou de um sumário, explicitando as ideias principais da tese.

· O plano de trabalho abrange o conteúdo do título, do índice e da introdução.

· “Um bom título já é um projeto”; o papel do redator de uma tese é concebê-lo de forma que constitua uma espécie de pergunta.

· O índice, dotado de caráter analítico, deve ser elaborado logo em seguida.

· A introdução visa permitir a fixação de ideias centrais; a versão final de tal introdução, porém, deve explicitar apenas o que fora atendido durante a formulação da tese.

· A redação de um índice e de uma introdução é necessária para afirmar sua tese e os pontos principais que essa abrange.

· A pesquisa bibliográfica é o primeiro passo para iniciar uma tese.

· No índice, a tese será dividida em capítulos, parágrafos e subparágrafos.

· Um índice-hipótese bem elaborado facilita a organização da tese por meio de referências internas.

· A subdivisão de capítulos cautelosa ajuda a disponibilizar a matéria e corroborar o discurso.

4.2. Fichas e apontamentos

4.2.1. Vários tipos de fichas: para que servem

· Um fichário de ideias é útil para a superação de imprecisões e da falta de notas em livros.

· O fichário temático é ideal para relatar uma tese de história das ideias.

· O fichário por autores é ideal quando há uso de várias teorias elaboradas previamente para explicitar a tese.

· O fichário de citações é ideal quando há a abordagem teórica de um assunto e espera-se citar algum panorama.

· O fichário de leitura é ideal para sumarizar as diferentes técnicas utilizadas para melhor compreensão de uma obra.

· A tese deve sempre ditar o tipo de fichário a ser utilizado.

· É indispensável um fichário possuir natureza completa e unificada.

4.2.2. Fichamento das fontes primárias

· No caso de fontes primárias, o uso de fichas de leitura é de extrema utilidade.

· Sublinhar um livro demarca os pontos de interesse; entretanto, é recomendável usufruir da prudência ao utilizar-se da técnica.

· Quando o livro for de outro indivíduo ou ser uma edição rara, é recomendável tirar fotocópia do mesmo, transcrever o conteúdo para um caderno ou elaborar um fichário para as fontes primárias.

· Quando o livro não for de sua autoria e as alternativas acima não apresentarem-se viáveis, a tese que o abrange deve ser descartada.

4.2.3. As fichas de leitura

· É o tipo de ficha mais comum e indispensável, já que anotam-se as referências bibliográficas com exatidão, explora-lhe o conteúdo, retiram-se citações-chaves, forma-se um juízo e faz-se observações.

· Várias fichas podem ser preenchidas, variando a quantidade de acordo com a relevância da obra literária.

· O método ideal para fichar um livro é explicitado na subsequente ordem:

1. Realizar indicações bibliográficas precisas, indispensáveis para organização da tese;

2. Fornecer informações sobre o autor;

3. Resumir o livro ou artigo;

4. Fazer extensas citações;

5. Realizar comentários pessoais entre colchetes.

· Deve-se retirar do exemplo tudo aquilo que for considerado vantajoso.

4.2.4 A humildade científica

· As melhores ideias nem sempre surgem dos maiores autores.

· Uma pesquisa interpretativa requer a visualização de tudo deixado implícito nas obras.

· A humildade científica é a ressalva da possibilidade de aprendizado com qualquer escrito; deve-se usufruir de caráter crítico e humildade durante a leitura.

5. A REDAÇÃO

5.1. A quem nos dirigimos

· Não deve-se restringir o público alvo de uma tese ao examinador ou aos que terão a oportunidade de consulta-la depois; deve-se escrever à humanidade.

· É necessário usufruir de clareza e de explicações consistentes para o entendimento geral da tese.

· A definição de termos técnicos utilizados como categorias-chave é de extrema importância.

· Deve-se tornar familiar aos leitores todo o conteúdo explicitado na tese.

5.2 Como se fala

· Deve-se evitar períodos longos, excesso de pronomes e subordinadas, a falta de paragrafação, reticências, ponto de exclamação e ironia.

· É recomendado abrir parágrafos com frequência para arejar o texto.

· É recomendado escrever o que lhe vem à cabeça em um rascunho.

· É recomendado usufruir do orientador como cobaia, requisitando sua leitura dos primeiros capítulos com antecedência.

· Deve-se utilizar a linguagem referencial.

· Deve-se definir um termo ao explicitá-lo pela primeira vez.

· Não se deve aportuguesar nomes e sobrenomes estrangeiros.

· Não se deve usufruir de pronomes pessoais.

5.3 As citações

5.3.1 Quando e como citar: dez regras

· São dez as regras para realizar uma citação:

1. Razoável amplitude na citação dos textos-objeto de análise;

2. Confirmação de uma afirmação feita previamente;

3. A citação deve pressupor o compartilhamento de ideias;

4. A fonte impressa ou manuscrita e o autor devem ser reconhecidas;

5. As citações de fontes primárias devem ser recolhidas da edição crítica ou da mais conceituada;

6. As citações devem ser feitas na língua original (aplica-se em obras de autores estrangeiros);

7. A remissão ao autor e à obra deve ser clara;

8. Uma citação pode ser inserida no corpo do parágrafo quando não ultrapassa 3 linhas;

9. As citações devem possuir fidelidade;

10. As citações devem ser exatas e precisas.

5.3.2 Citações, paráfrases e plágio

· Deve-se tomar cuidado na produção de paráfrases, já que essas não podem assumir a forma de uma citação sem aspas.

· Caso a paráfrase assuma a forma relatada acima, é considerada plágio.

5.4. Notas de rodapé

5.4.1. Para que servem as notas

· As notas servem para indicar as fontes das citações;

· As notas servem para acrescentar ao assunto discutido no texto outras indicações bibliográficas;

· As notas servem para ampliar as afirmações realizadas ao longo da tese;

· As notas servem para remissões internas e externas;

· As notas servem para introduzir uma citação de reforço;

· As notas servem para corrigir afirmações feitas no textos;

· As notas servem para pagar dívidas (ex: citar um livro de onde extraiu-se uma frase);

· As notas podem servir para dar a tradução de uma citação essencial feita em outro idioma.

5.4.2 O sistema criação-nota

· A nota fornece a referência bibliográfica adequada.

· A nota de rodapé é um sistema cômodo utilizado praticamente para facilitar a leitura de uma obra.

· As obras citadas devem reaparecer na bibliografia final.

· A bibliografia final fornece informações mais completas do que a nota.

· Uma nota pode abreviar dados, eliminar subtítulos, omitir a espessura do volume citado, dentre outras características.

5.4.3 O sistema autor-data

· É um sistema que presume que a bibliografia final evidencie a primeira publicação da obra e o nome do autor.

· Evita-se a nota e a citação de rodapé.

· O modelo permite a simplificação do texto e eliminação de grande parte das notas.

· O sistema autor-data funciona apenas nas subsequentes condições:

1. A bibliografia é muito homogênea e especializada;

2. A bibliografia é moderna;

3. A bibliografia é científico-erudita.

5.5. Advertências, armadilhas, usos

· É de extrema importância não cair em armadilhas. Deve-se, portanto, seguir as dicas a seguir:

1. Não fornecer referências e fontes para noção de conhecimento geral;

2. Não atribuir a um autor uma ideia que é apresentada como de outro;

3. Não acrescentar ou remover notas apenas para acertar a numeração;

4. Observar as regras da correção científica ao citar a partir de fontes de segunda mão;

5. Dar informações precisas sobre as edições críticas;

6. Proceder com cuidado ao citar um autor antigo de fontes estrangeiras;

7. Decidir como formar os adjetivos a partir de nomes próprios estrangeiros (ex: voltairiano, rimbaudiano, etc).

8. Cuidado ao deparar-se com números em livros americanos.

5.6. O orgulho científico

· Deve-se presumir, ao realizar uma tese, que ninguém nunca abordou o assunto de forma tão extensa e clara.

· Deve-se ser modesto e prudente antes de se manifestar, mas arrogante e orgulhoso após fazê-lo.

6. A REDAÇÃO DEFINITIVA

6.1. Os critérios gráficos

6.1.1. Margens e espacejamento

· O título de um capítulo deve estar datilografado em letras maiúsculas, alinhado à esquerda ou centrado.

· O capítulo é ordenado por números.

· O título do parágrafo é antecedido por meio do número ordinal que designa o capítulo e sucedido por um número cardeal distintivo.

· O subparágrafo é inserido duas linhas abaixo do título e não deve ter seu conteúdo sublinhado.

· O texto é composto em sua maior parte de períodos e possui início três linhas após a inserção do título.

· Um parágrafo é formado por um ou mais períodos, responsáveis por atribuir sentido entre si.

· A abertura de parágrafos é recomendável, desde que utilizada conscientemente.

· O espaçamento dois ou três é mais recomendado para teses, sendo o segundo utilizado com mais frequência por facilitar a leitura.

· É necessário inserir margem dos quatro lados da página por fins técnicos, como o encadernamento e grampeamento das páginas.

6.1.2. Quando sublinhar e usar maiúsculas

· Os termos estrangeiros que não foram adaptados à língua portuguesa, os termos científicos, os termos técnicos de maior relevância e as frases curtas que fazem menções a outras teses devem ser sublinhados ao longo do texto.

· Os títulos de poesias, livros, obras teatrais, quadros, esculturas, jornais, seminários, filmes, canções e óperas devem ser destacados.

· Não se deve sublinhar citações de outros escritores e trechos que ultrapassem três linhas.

· Sublinhar termos implica em maior destaque no corpo do texto.

· O leitor é atraído por trechos destacados.

· Pode-se empregar versaletes ao lado de termos sublinhados.

· É indispensável explicitar tudo o que está sublinhado ou em versalete, já que possuem grande influência nos ideais explicitadas ao longo da tese.

· Usufruir sem consciência de exclamações, reticências e letras maiúsculas torna-se um forte indício de despreparo.

6.1.3. Parágrafo

· Um modo de organização do parágrafo é a utilização de subparágrafos, sendo a numeração e grafia responsáveis por distingui-lo do texto.

· Pode-se incluir o título do parágrafo dentro do corpo do texto.

· É possível incluir a numeração como único formatador, escrevendo o número e o texto subsequentemente.

· O modelo de numeração não é indicado, já que o título é dotado de caráter informativo e reforça a concretização do redigido pelo escritor de uma tese.

· O índice deve ser uma prévia dos tópicos abordados nos títulos.

6.1.4 Aspas e outros sinais

· As aspas devem ser usadas em citações de outras autorias.

· Quando o trecho é inferior a três linhas, inserem-se aspas no próprio trecho.

· Aspas são utilizadas para determinar conotação diferente da literal a um ter

· O destaque de palavras não deve ser feito com o uso das aspas.

· Para citar um trecho dentro de outro, aspas simples devem ser utilizadas na citação interna e duplas no externo.

· As aspas em ângulos são aplicadas para a definição de conceitos.

6.1.5. Sinais diacríticos e transliterações

· A transliteração é o sistema de adaptação de letras utilizado para transmutar termos que não existem em um alfabeto para termos integrantes desse.

· Os sinais diacríticos dão um sentido fonético às letras do alfabeto.

· Para realizar uma tese, o escritor deve estudar os sinais característicos da língua em que a obra original utilizada fora redigida, buscando convenções utilizadas por meios de comunicação.

6.1.6. Pontuação, acentos, abreviaturas

· O emprego de aspas, pontuação, notas e acentos está sujeito ao estilo de cada autor.

· Pontos e vírgulas dentro de aspas são utilizados quando há a citação completa de um trecho redigido por outra parte.

· A utilização de vírgulas não é admitida antes de parênteses.

· Deve-se empregar um número de escala reduzida para indicar relação entre termos redigidos ao longo da tese.

· A consulta ao dicionário é de grande importância para evitar erros na pontuação.

· As abreviaturas configuram-se como representações reduzidas de palavras e expressões.

6.1.7 Alguns conselhos esparsos

· Deve-se usufruir de aspas e algarismos arábicos com prudência.

· É recomendável utilizar o máximo de letras minúsculas possíveis; deve-se, entretanto, ter cuidado para não comprometer a integridade textual.

· Os números devem ser escritos por extenso em citações bibliográficas, porcentagens, indicação de quilometragem e idade.

· Determinado mês deve ser indicado por extenso, enquanto o dia e o ano são escritos em numeração arábica.

· O horário é redigido por extenso quando apresenta-se como uma descrição de situação; caso contrário, utiliza-se números arábicos.

· Algarismos romanos são empregados para indicar séculos, ordenação de nomes clericais, de reis e outras autoridades.

· Deve-se seguir um padrão específico de siglas ao longo do texto.

· Deve-se seguir um padrão ao fazer referência a livros e jornais.

· Os nomes devem ser redigidos em ordem alfabética na bibliografia e a identificação feita a respeito das obras deve ser precisa e objetiva.

· Todo o trabalho datilografado deve ser relido; erros gramaticais devem ser corrigidos, a numeração de páginas e notas deve ser verificada, as remissões internas devem ser correspondentes e as citações necessitam estar entre aspas.

6.2 A bibliografia final

· A bibliografia pode ser periférica ou centrada.

· As obras dos autores podem ser organizadas de acordo a cronologia, os livros, em ordem alfabética; é recomendável criar uma categoria geral que englobe ambas divisões.

· As fontes primárias podem ser separadas das secundárias.

· A bibliografia visa o reconhecimento das obras referenciais, além de facilitar a organização do texto e demonstrar conhecimento da matéria.

· Apenas as obras que foram consultadas devem ser inseridas na bibliografia.

· Temas amplos requerem mais referências bibliográficas por necessitarem de mais pesquisas.

· Deve-se, portanto, organizar a bibliografia da seguinte forma:

1. Citação de fontes;

2. Repertórios bibliográficos;

3. Obras sobre o tema e sobre o autor;

4. Materiais adicionais.

6.3 Os apêndices

· Usufruir de apêndices é de grande relevância, já que inserem-se textos indispensáveis para a compreensão objetiva do redigido ao longo da tese.

· Em apêndices, incluem-se gráficos, diagramas, dados estatísticos e todo material que apresente um obstáculo ao entendimento do texto.

· A utilização de apêndices requer maturidade do aluno.

· Intuições, caminhos alternativos e complementares de pesquisas devem ser inseridos nos apêndices.

6.4 Índice

· Os capítulos, subcapítulos e parágrafos do texto devem ser registrados no índice, fiel à numeração, paginação e palavras reproduzidas ao longo da tese.

· As subdivisões devem estar visíveis no alinhamento.

· O índice pode ser inserido no início ou fim da tese.

· É recomendável a criação de um índice-sumário na abertura da tese.

· A numeração pode ser feita por algarismos romanos, arábicos ou letras.

· Os números devem estar posicionados à direita da página.

7. Conclusões

· Ao seguir os conselhos fornecidos ao longo da obra, o escritor de uma tese encontrar-se-á em um contexto de diversão e aproveitamento.

· A obra Como se faz uma tese retoma questões esquecidas ao longo da vida e evidencia o árduo caminho encontrado ao viver a tese como um desafio.

· Uma tese bem feita é “um produto de que se aproveita tudo”.

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